Entrevista para o Yahoo

 

Emma foi entrevistada pelo Yahoo onde respondeu a algumas perguntas sobre o seu projeto mais recente, Noah, e também um pouco sobre a sua vida pessoal. Vejam as suas respostas abaixo:

P: Quem é que protagonizas em Noah?
WATSON: Ela é a filha adotiva de Noé, ela é uma refugiada e ela é resgatada pela família de Noah. A sua família foi morta numa batalha ou num ataque, e ela sofre de um tipo de feridas graves no estômago, o que significa que ela não pode ter filhos. E, ela apaixona-se por Shem (Douglas Booth), que é o filho mais velho de Noah. É um filme muito escuro, e eu acho que é uma muito jovem, inocente, esperançosa história de amor, que traz uma espécie de luz ao caos eclético. Então, sim, é uma história de amor muito especial.

P: Tu leste a bíblia ao crescer?
WATSON: Sim. Estudei a Bíblia na escola, estudei outros textos religiosos também, mas na Inglaterra, tu és ensinado histórias bíblicas e eu estava definitivamente ciente da história de Noah.

Q: Como foi trabalhar com Russell Crowe?
WATSON: Fantástico. Eu acho que mais ninguém poderia ter protagonizado este papel. Era preciso um ator que te fizesse acreditar fisicamente que seria capaz de construir algo da magnitude da arca, e ele era alguém que poderia ser tanto um guerreiro mas também ter paredes internas complicadas. Ele apenas fazia-se sentir muito credível para mim, ele conseguiu fazer algo que seria muito difícil.

Q: Ainda estás na faculdade ou já acabou?
WATSON: Sim, eu pretendo formar -me em Maio. De Brown.

Q: Quais são as tuas matérias favoritas?
WATSON: Eu adoro história, adoro Inglês, eu pinto e desenho, então eu amo artes visuais.

Q: Tu conseguiste ter uma experiência universitária normal?
WATSON: Foi difícil. Eu acho que nunca poderia ter sido a tua experiência universitária padrão, não. Mas sinto que eu definitivamente  a experimentei, e eu também gosto que eu tive uma experiência de uma instituição dos EUA e de uma instituição do Reino Unido, que eu até comparo as duas e sim, eu estou feliz que eu pude experimentar.

Q: Ganhaste alguns novos interesses enquanto estiveste nos Estados Unidos?
WATSON: (risos) Eu estava mesmo interessada em programas de TV, e comecei a assistir House of Cards, e Orange Is the New Black e Friday Night Lights, coisas em que eu realmente nunca me tinha interessado antes, e foi mesmo através dos meus amigos da faculdade, isso era uma coisa de sexta à noite, fazíamos maratonas de TV.

Q: Depois de This Is The End, sentes-te capaz de entrar em algumas comédias?
WATSON: Sim, Steve Chbosky, com quem eu fiz Perks, e eu planeámos juntos uma comédia neste momento e algo que eu penso anteriormente dos filmes de Harry Potter, isso era um dos aspectos que eu mais gostava, era que que Hermione era realmente muito engraçada. Ela estava realmente muito inconsciente de si mesma e como resultado, era muito cómica. Eu perdi esse aspecto conforme as coisas ficaram mais sérias e as coisas ficaram mais escura ao longo da saga. Eu realmente sinto falta desses tipos de cenas entre Hermione e Ron onde tu irias mesmo rir. E eu fiz um teatro quando estava em Brown, fiz Chekov, e foi The Three Sisters e era uma comédia muito escura e eu gostei mesmo de poder fazer as pessoas rirem. Então, sim, é definitivamente algo que quero fazer.

Q: Qual foi a parte que mais te relacionaste com a personagem?
WATSON: Só acho que eu estou a fazer a mesma transição que ela está. É uma espécie de estou naquela idade em que eu estou a decidir o que eu quero fazer, onde quero viver, que tipo de pessoa quero ser, quem vou escolher amar, tu estás a fazer todas estas grandes, escolhas de vida importantes. É muito intenso, em muitos aspectos, sinto que é sobre isso que os teus 20 anos são, descobrir o teu lugar no mundo, e é por isso que ela está a passar. Ela está  a tornar-se uma mulher.

Eu acho que atingiste essa fase interessante com seus pais onde tu podes necessariamente não concordar com tudo o que eles acreditam, e é algo que tu estás a tentar descobrir, ok, quais partes da minha educação é que levo comigo, e como eu é que tenho minha própria mente independente e esse conflito é mesmo difícil. Pode ser muito difícil de superar, e eu acho muito especificamente nesta idade também é muito difícil onde é que estás te a tornar a tua própria pessoa, mas tu não queres perder os teus pais, e eles não te querem perder a ti mas eles não sabem como ser essa nova pessoa na tua vida se eles não forem essa figura tipo dogmática, e tu estás a tentar descobrir isso tudo.

Q: Se tivéssemos uma arca hoje em dia, quem achas que merece um lugar na arca?
WATSON: A minha gata Phineas. (risos) Ela nunca fez nada de mal a ninguém.

Q: Depois de crescer com os filmes de Harry Potter, tu sentes que estás confortável em filmes de grande escala como este?
WATSON: Eu acho que é útil ter tido uma história de trabalho com efeitos especiais, e eu também o sinto em termos de resistência, (risos) eu sei que parece louco, mas eu estou acostumada às coisas demorarem muito. Estou habituada a ter que fazer a mesma coisa uma e outra vez a fim de ser capaz de tornar as coisas técnicas boas. Eu estou acostumada a estar do lado de fora no frio por horas e horas e horas e a ser encharcada e a chover-me em cima e depois ter que correr e depois chorar, esse tipo de coisa. É muito reconfortante para mim em muitos aspectos, não em termos de desempenho, mas apenas em termos de tipo, o que é o dia -a-dia, por mais difícil que tenha sido, eu já fiz isso. E em termos de de novo, estamos prestes a começar material promocional sobre Noah e pode se sentir um pouco esmagador e eu tenho que me lembrar, nunca vai ser tão amplo como foi com Harry Potter. Portanto, é de certa forma um conforto saber isso. Se eu fiz isso, eu sinto que posso fazer mais coisas, o que é bom. (risos)

Q: Isso é algo que levas em consideração quando escolhes um papel, se é um papel positivo para as mulheres?
WATSON: Quero dizer, sim, eu tenho. Eu acho que seria difícil para mim aceitar um papel que eu sentisse, ser difícil acompanhar Hermione com alguém que se sente um pouco molhado, (risos) e é difícil. Mas, obviamente, eu protagonizei Nicky em The Ring Bling.

Q: A qual foi o oposto.
WATSON: Sim. Então, eu vou protagonizar todos os diferentes tipos de personagens e ninguém é perfeito. Eu também iria odiar representar um tipo de pessoa perfeita de dar náuseas. Tu queres representar alguém que sentes que é compreensível e real e que comete erros e tem medos e dúvidas, inseguranças, mas sim, acho que levo em conta. É.

Q: Tu vês-te a ti mesma nos filmes?
WATSON: Sabes, é engraçado, eu acho que foi a Maggie Smith, que eu me lembro de lhe dizer, ‘Oh, eu não sei se conseguia fazê-lo, eu não sei se conseguia me ver, é tão difícil.’ E ela basicamente disse-me para ir com calma. (risos) Porque, em última análise, o que eu faço é uma arte, mas, em certa medida, também é uma ciência, é também algo que eu preciso para fazer melhor. É algo que eu continuo a aprender e se eu não vejo o que faço, como é que posso melhorar? Como posso ver o que fiz de errado para saber como fazê-lo melhor da próxima vez? Então eu tento ser objetiva, eu tento dizer a mim mesma que eu faço-o para ficar cada vez melhor, e é claro que é difícil, mas tu meio que tens de o fazer.

Q: Mas tu sabes quando és boa.
WATSON: Eu acho que sim. (risos) Eu debato-me, mas posso dizer que estou realmente orgulhosa de algumas cenas. Eu provavelmente nunca seria capaz de dizer que um desempenho como um todo estava algo de perfeito, mas eu  posso sempre dizer eu estou orgulhosa deste momento, ou orgulhosa desse momento. Eu posso ver que há algo verdadeiro aqui.

Q: Tu consegues chorar facilmente?
WATSON: Eu choro no filme quatro vezes. Eu choro tantas vezes no filme, então eu acho que é algo em que sou boa. Acho que foi isso é que a minha mãe disse depois do filme, ‘Bem, se nada mais, estabelece-te como uma boa chorona’. (Risos) E eu disse: ‘Obrigada mãe.’ E isso é algo que é difícil de fazer, porque tu tens na verdade de produzir algo físico; não é algo que podes mesmo fingir necessariamente muito bem. Por isso, foi um desafio. E tens mesmo de tipo ir lá para seres capaz de fazer esse trabalho.

8/Fev/2014 Mariana Lopes 0 comentários

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