Emma fala para a CNN sobre Time’s Up

No final do ano passado, a Emma falou para a CNN sobre o movimento Time’s Up e o que ele significou para ela e para a sua indústria.

“Pessoalmente, eu sinto que o Time’s Up tem ajudado a cultivar um senso de comunidade entre mulheres na minha indústria. As pessoas assumem que as atrizes se conhecem umas às outras e saiem juntas, mas estamos frequentemente isoladas numa indústria que pode fazer sentir mais como uma força atomizadora do que de união. Ao pensar no momento decisivo #MeToo no final de 2017, as mulheres na indústria começaram a aproximar-se umas das outras, a partilhar experiências, a organizarem-se juntas numa forma que nunca tinha visto antes. Havia uma realização sincera de poder de união, o que é algo que as mulheres noutras indústrias já conhecem há algum tempo!

O poder transformador da solidariedade também se aplica na relação entre Hollywood e o resto do mundo no fim de 2017. Eu fiquei tão inspirada pela forma como as mulheres nas outras indústrias, origens e contextos de trabalho ficaram connosco. Hollywood é uma bolha privilegiada e os ativistas podiam ter-nos ignorado, mas em vez disso apoiaram-nos, deram-nos orientação e estavam disponíveis para campanhas colaborativas. Muitas mulheres nos disseram que ouvir mulheres de alto perfil em Hollywood a falar sobre estes assuntos as encorajaram a falar também. Isso fez-me ainda mais comprometida em levantar as nossas vozes. Eu sinto que temos um mandato para falar. Se nós, com todos os nossos privilégios, plataformas e proteções não o fizermos, como esperamos que os outros o façam?

Ainda há um longo caminho a percorrer, mas eu sinto-me mais otimista agora que temos novas ferramentas e mecanismos na nossa indústria para proteger e assegurar pessoas que sofrem de assédio e abuso. No ano passado foram introduzidas um grande conjunto de instruções, normas e linhas de ajuda – tal como as instruções para bullying e assédio da BFI que a indústria do Reino Unido adotou, o que significa que um jovem ator ou assistente de luzes num set terá uma maior noção dos seus direitos, caminhos de compensação, meios de apoio, etc, do que antes.”

Tradução por EmmaWatsonPortugal.Org

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28/Fev/2019 Daniela Godinho 0 comentários

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Emma na festa de inauguração da Hockey Futures

No passado dia 11 de julho, a Emma esteve presente na festa de inauguração da associação Hockey Futures que tem como missão unir comunidades e jovens a praticar hóquei. Podem ver algumas fotos e uma pequena entrevista que ela deu.

“Hóquei foi uma grande parte da minha vida ao crescer e estou muito feliz por ver a England Hockey comprometida a tornar o desporto mais acessível às crianças de todo o país ao lançar a Hockey Futures. Hóquei é o desporto com mais igualdade de género da nação e foi fantástico visitar a sessão da Hockey Futures na Thorpe Hall Primary School e ver crianças a jogarem juntos, a aprenderem novas habilidades – e também a me ensinarem alguns truques novos de hóquei!”

“Este é um momento muito emocionante para o hóquei em Inglaterra, com Londres a receber o Vitality Hockey Women’s World Cup este mês. Todos os jogos de Inglaterra estão esgotados e espero que o evento traga mais jovens ao desporto”

“Esta é uma oportunidade muito importante para celebrar as mulheres desportistas de todo o mundo e desejar a todos os jogadores muito sucesso nos seus jogos.”

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24/Jul/2018 Daniela Godinho 0 comentários

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Emma entrevista Margaret Atwood para a Entertainment Weekly

A Emma entrevistou a escritora Margaret Atwood, autora do livro The Handmaid’s Tale, o qual foi escolhido para os meses maio/junho do clube Our Shared Shelf, para a revista Entertainment Weekly. Nesta entrevista falam deste livro que tem dado tanto que falar, principalmente depois da sua adaptação para a televisão, das suas experiências e de feminismo.

Watson: Fica aborrecida com a pergunta “É uma feminista”? Devem-lhe ter perguntado muito isso enquanto fala sobre a sua nova série de TV.

Atwood: Eu não fico aborrecida com isso, mas temos que perceber que se tem tornado um daqueles termos gerais que podem significar um grande conjunto de coisas diferentes, e por isso eu normalmente digo, “Diga-me o que quer dizer com essa palavra e depois podemos falar.” Se as pessoas não me conseguirem dizer o que significa para eles, então não têm realmente uma ideia na sua cabeça daquilo de que estão a falar. Então queremos dizer direitos legais iguais? Queremos dizer que as mulheres são melhores que os homens? Queremos dizer que todos os homens devem ser empurrados para um penhasco? Ou o que queremos dizer? Porque essa palavra tem vindo a significar todas essas coisas diferentes.

Watson: Concordo. Eu acho que ainda há muita confusão e ideia errada à volta dessa palavra, e por isso pode tornar-se num território complicado.

Lê toda a entrevista aqui.

15/Jul/2017 Daniela Godinho 0 comentários

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